R3 Explica

Impostos sem complicação

O regime tributário certo muda o quanto a empresa paga de imposto todo mês — e a maioria dos empresários nunca revisou essa escolha depois de abrir a empresa.

Os três regimes principais

No Brasil, a maioria das empresas se enquadra em um destes três regimes: Simples Nacional (empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, com uma guia única — o DAS — que reúne vários tributos), Lucro Presumido (a Receita presume uma margem de lucro por tipo de atividade e tributa em cima dela, independente do lucro real) e Lucro Real (o imposto incide sobre o lucro efetivamente apurado, obrigatório para empresas acima de certo faturamento ou de determinados setores).

Por que o regime errado custa caro

O Simples Nacional nem sempre é a opção mais barata — em atividades com margem alta e pouca folha de pagamento, o Lucro Presumido pode sair mais em conta. Já empresas de serviço intensivas em mão de obra costumam se beneficiar do chamado Fator R, que reduz a alíquota efetiva do Simples. A única forma de saber qual regime é melhor é simular os três com os números reais da empresa — não com uma regra geral.

Quando revisar

Vale revisar o enquadramento tributário sempre que o faturamento mudar de faixa, a empresa abrir uma nova atividade, contratar mais funcionários, ou no fim de cada ano (a mudança de regime só vale para o ano seguinte). Deixar essa revisão para o contador fazer sozinho, sem contexto do negócio, é o erro mais comum.

Conteúdo educativo geral — não substitui a análise da situação específica da sua empresa. Fale com a R3 para aplicar isso ao seu caso.